Apresentação

A origem do Programa de Planejamento Energético (PPE) da COPPE/UFRJ data de 1979, quando foi criada a Área Interdisciplinar de Energia (AIE), a partir de uma iniciativa conjunta de três Programas de Pós-Graduação: Engenharia de Sistemas, Engenharia de Produção e Engenharia Nuclear.

O Programa de Planejamento Energético (PPE) da COPPE/UFRJ tem por objetivo o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento de atividades de extensão relacionadas às áreas de Planejamento Energético (Tecnologia da Energia, Economia da Energia, Modelos Energéticos e Energia e Meio Ambiente) e Planejamento Ambiental (Economia do Meio Ambiente, Instrumentos Normativos de Gestão Ambiental, Energia e Meio Ambiente e Modelos Ambientais).

Interessa notar o pioneirismo do PPE para a área interdisciplinar de Energia e Meio Ambiente no Brasil. Este pioneirismo pode ser verificado através da própria formação de pesquisadores que passaram a atuar em unidades da própria UFRJ ou de outras universidades brasileiras e estrangeiras, e da criação de novos centros de pesquisa acadêmica. Recentemente, o PPE contribuiu para a criação e implementação dos recém-criados cursos de graduação em Engenharia Ambiental na Escola Politécnica, de Pós-graduação em História e Epistemologia da Ciência e de Pós-Graduação lato senso em Petróleo e Gás da UFRJ.

Ademais, semelhante vocação do PPE como núcleo formador de novos centros de pesquisa permanece forte. Na última década, o Programa participou da constituição do Instituto Virtual de Mudanças Globais (IVIG). O Programa também implantou o Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA), o Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Centroclima) e o Laboratório Interdisciplinar de Conflitos Ambientais (LINCA) em 2004, o Centro de Economia Energética e Ambiental (CENERGIA) em 2002, o Laboratório de Energias Renováveis e Estudos Ambientais (LEREA) e o Laboratório de Otimização Avançada (LOA), ambos em 2007. Tais centros de pesquisa são exemplos recentes e significativos da sempre forte vocação do PPE para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão no campo da engenharia energética e ambiental.

O Programa é uma instituição cuja criação, desenvolvimento e proposta envolvem a consolidação das ciências de engenharia aplicadas às áreas de Planejamento Energético e Planejamento Ambiental. Nos corpos docente e discente do PPE interagem engenheiros de diferentes especialidades (civil, elétrica, química, metalurgia, mecânica, produção, etc.), economistas, biólogos, químicos, geólogos, arquitetos, matemáticos e físicos. O PPE é a combinação de diferentes formações dentro de um mesmo espaço e objetivo de engenharia aplicada. Assim, constitui-se uma completa integração vertical desde a sua proposta, até as atividades de extensão realizadas e as disciplinas ministradas. E garante-se a integração horizontal do conhecimento, através do exercício de diferentes campos de engenharia, inerentes aos propósitos do Programa.

Adicionalmente, tal dinâmica de atividades (docência e pesquisa) conduz à forte integração entre teoria/universidade e prática/mercado-governo, expondo o corpo discente do Programa a um ambiente de experiências acadêmico-profissionais ricas e mutuamente férteis. Esta dinâmica explica, inclusive, a alta demanda do mercado e de instituições governamentais por professores e alunos do Programa. Por exemplo, nesta interação com o meio externo (mercado, governo e sociedade), o Programa contribuiu diretamente, através da cessão de docentes e discentes, com agências de regulação, órgãos de governo, e secretarias de Estado, nas áreas de Energia e/ou Meio Ambiente.

Por exemplo, o PPE cedeu professores para os cargos de presidente da Eletrobrás, diretor da Agência Nacional de Águas, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica, Superintendente da Agência Nacional de Petróleo, Diretor-Geral da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Secretário-Executivo do Ministério de Minas e Energia e Ministro Interino do Ministério de Minas e Energia. Cabe ainda destacar que professores do PPE contribuíram na formulação do atual modelo Institucional do Setor Energético Brasileiro e foram importantes para o desenvolvimento do modelo de Política Industrial do país.

Além disso, ex-alunos do PPE também se destacam atualmente em instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais. Por exemplo, a egressa do PPE, Dra. Izabella Mônica Viera Teixeira, é a atual Ministra de Estado do Meio Ambiente. Ainda em nível discente, e considerando somente os alunos que passaram à condição de egressos no último triênio (2010-2012), em virtude da defesa de Teses ou Dissertações (TD), constatou-se que mais de 50% foram contratados por empresas ou órgãos da área energética (Empresa de Pesquisa Energética, Petrobras, MPX Energia, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Também se destaca o abrangente conjunto de estudos desenvolvidos pelo PPE em parceria com agências, organismos e institutos internacionais e nacionais, o que demonstra a qualidade da pesquisa desenvolvida no Programa. Cabe destacar as seguintes parcerias: Banco Mundial, Agência Internacional de Energia da OCDE, Agência Internacional de Energia Atômica da ONU, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), CEPAL, UNESCO, GNESD, IPCC (ONU), Institut de Economie et Politique de l' Energie – IEPE, Centre International de Recherche sur l' Environnement et le Developpement - CIRED/EHESS (França), Ente per le Nuove Tecnologie l'Energia e l'Ambiente – ENEA (Itália), Universidade de Pádua (Itália), Universitá degli Studi de Roma (Itália), Instituto Superiore per la Protezione e la Ricerca Ambientale de Roma (Itália), Universidade de Ciência Tecnologia de Hamburgo (Alemanha), Universidade Técnica de Dresden, UBA (Agência Federal do Meio Ambiente da Alemanha), Science and Policy Research Unit (Reino Unido), Universidad Politécnica de Valencia (Espanha), Lawrence Berkeley National Laboratory (Estados Unidos), Pew Center on Climate Change (Estados Unidos), Hydro Quebec do Canadá, International Hydropower Association – IHA, os Ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e os governos estaduais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, entre outros.

O Programa também colabora com outras instituições de ensino e pesquisa do país, e mesmo de outros países da América Latina, na consolidação da formação de seus pesquisadores. Neste sentido, deve-se destacar o convênio que foi negociado em 2011, e assinado em 2012, com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), através do qual é criado o Doutorado Interinstitucional (DINTER) a ser oferecido pelo PPE junto ao IFRN. Isto ratifica a posição de vanguarda do Programa em estreitar vínculos, e formar recursos humanos nas regiões Nordeste e Norte do Brasil. Exemplo disso também é o fato de que nos últimos anos o PPE aceitou, em seu quadro discente, pesquisadores e professores de instituições como o CEFET, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Amazonas e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Ademais, em sua história recente, o Programa tem recebido pesquisadores de países latino-americanos, como Peru, Equador, Argentina e Chile.

O PPE é, assim, um Programa de Pós-Graduação em Engenharia Aplicada. Pertence à Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE); e está atualmente inserido na Área de Avaliação das Engenharias III da CAPES, onde é avaliado com o conceito de excelência 6 (seis).

Ao longo de sua existência, é expressiva a disseminação do conhecimento através de defesas de Teses e Dissertações, bem como publicações em periódicos, livros e congressos nacionais e internacionais. Entre 1979 e 2012, foram defendidas 386 dissertações de mestrado, 137 teses de doutorado, e publicados 449 artigos em periódicos científicos, 599 artigos em congressos nacionais e internacionais; e 369 livros.

Portanto, é significativa a contribuição que o PPE, ao longo de seus 33 anos de existência, tem prestado à sociedade. Trata-se de um centro de pesquisa e desenvolvimento que não é a soma de diferentes formações, mas sim a sinergia dentro de um mesmo ambiente de pesquisa aplicada. Exemplo disso é o fato de que no seu corpo docente e discente interagem engenheiros de diferentes especialidades (civil, elétrica, química, metalurgia, mecânica, produção, etc.), economistas, biólogos, químicos, geólogos, arquitetos, matemáticos e físicos. Logo, o Programa é a combinação de diferentes formações dentro de um mesmo espaço e objetivo de engenharia aplicada. Assim, constitui-se uma completa integração vertical desde a sua proposta, até as atividades de extensão realizadas e as disciplinas ministradas. E garante-se a integração horizontal do conhecimento, através do exercício de diferentes campos de engenharia, inerentes aos propósitos do Programa.